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BRASIL: O PAÍS DO CAFÉ



É quase impossível falar de Brasil e independência sem falar de café. Isso porque as histórias se confundem, devido à grande importância do grão para a economia e o social do país.

Lavoura de Café no Rio de Janeiro no século XVIII

A história “começou” em 1727, quando o português Francisco Palheta transportou mudas de café do Jardim Botânico de Amsterdã, da Guiana Holandesa, para Belém do Pará. Em 1774, algumas sementes chegaram ao Rio de Janeiro e foram plantadas na chácara do convento dos frades Barbadinos. De lá, o café espalhou-se pelo sudeste do país.




Penetrando pelo vale do rio Paraíba, a mancha verde dos cafezais, que dominava a paisagem fluminense, chegou a São Paulo, que a partir da década de 1880, passou a ser o principal produtor nacional de café. Ao terminar o século XIX, o Brasil controlava o mercado cafeeiro mundial. Os lucros provenientes da lavoura do café, intensificada a partir das décadas de 1830 e 1840 em São Paulo, permitiram o surgimento das estradas de ferro, o avanço da urbanização e a entrada de grandes levas de imigrantes europeus.


Fazenda de café em São Paulo em 1920
Fazenda de café em São Paulo em 1920

Por volta de 1880, graças aos capitais obtidos com o café, foram criadas

empresas comerciais e industriais. Eram fábricas, ferrovias, bancos, iluminação urbana, telégrafo; enfim, os grandes centros estavam se transformando no que são hoje. A era Mauá, como ficou conhecida a expansão cafeeira no Brasil, trouxe a modernização para os grandes centros do país, como a inauguração, no Rio de Janeiro, da iluminação a gás e o abastecimento de água. Essa expansão se estende até os anos de 1900.


Depois da Revolução de 1930 e dos abalos provocados pela crise econômica mundial iniciada nos Estados Unidos em 1929, o governo Vargas manteve o apoio ao setor cafeeiro por meio do Conselho Nacional do Café e, ao mesmo tempo, decidiu impulsionar a industrialização. Para reduzir a oferta e melhorar os preços, mandou queimar todo o estoque e erradicar cafezais, pagando pequena indenização aos produtores. A longo prazo, a produção e a exportação estabilizaram-se, sob a supervisão do Instituto Brasileiro do Café, criado em 1952. Na década de 1950, as exportações de café ainda representavam a maior parte do total comercializado e o Brasil permanecia como o maior produtor mundial.


Apesar de o café ter seu reinado absoluto substituído pela diversificação da economia, o Brasil, ainda nos dias de hoje, é o maior exportador de café do mundo e ocupa a segunda posição em consumo da bebida. Independente há 200 anos, o Brasil, além de ser protagonista no assunto café há décadas, responde por um terço da produção mundial e se evidencia como maior produtor há mais de 150 anos.

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